Bom desempenho da construção civil chega ao setor, que revisa avanço de 3,5% para 7,3%
O “boom” da construção civil começa a chegar ao setor de acabamentos — tanto dos imóveis quanto dos móveis que são usados para decorar as novas unidades residenciais construídas. Por conta do cenário favorável, o mercado de tintas revisou a previsão de crescimento deste ano de 3,5% para 7,3%, segundo análise da Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas (Abrafati). Com isso, outro segmento que também faz parte da cadeia, já experimenta uma elevação de 15% nas vendas no primeiro semestre. Esse é o caso da indústria que fabrica as latas para as tintas, vernizes, solventes e outros tipos de coberturas, Metalgráfica Trivisan, com sede em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
“Essa elevação de vendas registradas no primeiro semestre deste ano já está, inclusive, levemente acima do desempenho apresentado em 2008, no período pré-crise”, explica o diretor da Metalgráfica Trivisan, Clésio Woehl. Para se ter uma ideia do dinamismo do setor, segundo o executivo o número de clientes deste ano simplesmente dobrou.
A empresa trabalha com o fornecimento de embalagens metálicas para toda a cadeia de cobertura de pigmentos químicos, desde tinta para a pintura de casas, móveis até veículos. Mas por conta do volume da própria superfície a ser colorida, entre 68% e 70% das vendas da Trivisan são voltadas para os fornecedores de tintas para a construção civil.
Para atender a demanda do mercado, o grupo concluiu em fevereiro de 2009 o projeto de ampliação da fábrica, que teve a sua capacidade dobrada. Hoje, segundo Woehl, a capacidade de produção da unidade é de 10 milhões por mês — 120 milhões de embalagens por ano. E para 2011, o executivo revela existir planos de ampliação para os mercados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, com a instalação de uma unidade remota para montagem das latas.
O número de funcionários também foi ampliado, em 12%. São 208 funcionários em 1 turno e outros 20, no turno da noite. “Nosso negócio tem a particularidade de atuar just time (produção a tempo), ou seja, quando o nosso cliente dá baixa no estoque de embalagens já emite um novo pedido, que precisa ser atendido imediatamente. Por isso, precisamos desse segundo turno para atender os pedidos que chegam no fim da tarde e precisam estar prontos para serem despachados na primeira hora do dia seguinte”,conta.
Mercado — As novas possibilidades do mercado com a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas, em 2016, são fortes indícios de que ainda há muito espaço para o crescimento do setor. O consultor de negócios Jorge Kuser, da GO4, explica que o setor da construção civil deverá apresentar crescimento entre 5% e 8%, pelo menos, pelos próximos três anos.
Ele defende a projeção com o que chama de cenário firme, traduzido pela necessidade de obras de infraestrutura, pelo crédito imobiliário mais facilitado, que continuará a manter o mercado imobiliário aquecido, o avanço consistente do salário médio do brasileiro facilitando o planejamento de gastos, a queda da taxa de juros reduzindo a atratividade de alguns produtos financeiros. “Hoje temos investimentos no setor imobiliário residencial (aluguel) com rendimentos de 0,6% a 1% ao mês. Muito acima de vários produtos financeiros”, explica.
Kuser ressalta ainda o próprio crescimento industrial, impulsionado pelo consumo, como um indicativo do bom momento que vive o mercado da construção civil. O consultor explica que para atender a demanda do mercado, as empresas também precisam ampliar o seu espaço físico interno. “Com isso, se mantém o consumo de insumos básicos também, como cimento, tijolos, etc”, afirma.
Outro indicador, segundo Kuser, é o fato de que historicamente sempre o segundo semestre é mais interessante para o setor. A partir de setembro, quando começa a esquentar, as pessoas costumam começar a se preparar para o fim do ano, explica Kuser. Ele pontua que reformas na moradia com vistas às festas de fim de ano, reformas da casa de praia ou de campo e até mesmo as reformas exigidas por lei para a desocupação dos imóveis acabam gerando demanda para o segmento de acabamentos e coberturas, que é onde está inserido o setor de tintas e solventes.
Fonte: Matéria retirada do site Bem Paraná através de pesquisas no Google.
1 Resposta para Mercado de tintas revê meta de crescimento
Como fabricar tintas? | Moagem | Blog da Moinho Pirâmide
agosto 25th, 2010 em 2:50
[...] No Brasil não há mais dúvidas em relação ao aquecimento do mercado de tintas. Veja matéria: Bom desempenho da construção civil chega ao setor, que revisa avanço de 3,5% para 7,3%. [...]